Olá!
Ainda falta uns dias para o fim do ano, mas já vou deixaraqui a minha avaliação sobre o meu ano de 2017.
Em primeiro lugar, foi o ano da bonança. Diz-se que“depois da tempestade vem a bonança” e é bem verdade. Foi o ano de alívio emtodos os setores. O tempo clareou para mim, embora tenha tido de deixar muitas“coisas” que gostava para trás e que dor isso me causou… no instante em quedecidi sair do fundo do poço em que me encontrava, tive de esquecer sonhos,pessoas… e despejar tudo num contentor de misérias sem derramar uma únicalágrima, sem sentir o que me torcia toda por dentro. Lembro-me que a música“ilê pêrola negra” da Daniela Mercury me acompanhou nas horas infernais dearrumação. Mas consegui e depois virei costas e parti. Com o coração em pedaços,mas parti.
E querem saber? Jamais pensei que chorar, sofrer e passarum mau bocado, por muito que ele seja, fosse algo que tornasse alguémdebilitado e visto como um coitadinho. Mas a sociedade tem essa tendência.
Quando veem uma pessoa chorar ou sofrer começam a acharque aquela pessoa é despreparada, isolada sem ninguém a quem recorrer, queprecisa de apoios e de ir para perto da família. E eu pergunto? Que tem desofrer? As pessoas precisam disso para crescer. Um bebé quando aprende a andarprecisa de cair para aprender a se equilibrar, a levantar-se para continuar asua caminhada. Assim é o resto do mundo.
A tropa manda desenrascar-se e nós desenrascamo-nos etemos de nos adaptar à realidade e é esse o nosso ponto fraco, às vezes nãoconseguimos adaptarmos às situações e dá-se o colapso. Parecemos os coitadinhosdo mundo e toda a gente faz o que lhes apetece connosco. Também acontece que,às vezes, o que nos rodeia é que não tem condições o que nos torna incapazes.Apesar de os únicos culpados sermos nós, torna-se impossível contornar certassituações. Parecemos umas inofensivas formiguinhas ao pé de um grande monstro.Estamos acorrentados e quando conseguimos dar um minúsculo passo levamos com apata do monstro em cima.
Outro monstro chama-se pressão social. Como já disseacima, a sociedade, nós pessoas, temos muita tendência a achar, a opinar, afalar sobre a vida do outro, como ele deve viver, o que deve fazer e etc. Issodestrói qualquer um que dá ouvidos ao que se diz sobre si. Eu aprendi acalar-me sobre as minhas dificuldades e, se precisar de falar, de desabafar oude ajuda para algo, das duas uma, ou recorro às “minhas pessoas” ou arranjo umjeito. A tropa manda desenrascar, a gente desenrasca-se. Porque quanto maisbaixo te mostras, mais pra baixo te empurram. Digo-vos muito sinceramente,depois desta tempestade, eu aprendi a ser quase autossuficiente e já que adoramdar opinião, também vou dar a minha, conheço pessoas que se partem por tudo:por um berro, uma asneira, por uma crítica, por uma falta de atenção, por umjulgamento por um insulto, por um dia menos bom… ninguém não tem culpa dastempestades da minha vida, daquilo que me assiste, dos meus sofrimentos, daminha tristeza…, mas por amor de Deus! Dependem muito do outro, esperem muitodo outro… como é que essas pessoas viverão se ficarem sozinhas na vida? Eupassei dias terríveis, queixei-me, entrei em colapso, atirei as culpas aomundo, mas nunca esperei por ninguém.
Bom… isto foi só um grande parêntese. Vou continuar aminha retrospetiva sobre 2017. Foi um ano bom, de reflexão, de reencontrocomigo, com os lugares, pessoas, com tudo e também de recomeço. Não foi um anode concretizações nem de vitórias, mas de pequenos começos embora não sejamtotalmente do meu agrado e me sinta um pouco derrotada…, mas nada com que eunão consiga lidar e contornar. Ainda estou meio atordoada e tudo o que nãoconsegui, o que não foi possível realizar, o que e quem deixei para trás a latejar-mena cabeça. Ainda me doem os joelhos das quedas que dei. Mas, pouco a pouco, voureencontrar-me e seguir aos objetivos que desejo realizar.
Por enquanto, encontramo-nos por aqui no blogue. Um diafalo-vos do blogue, da razão de ele existir.
Até lá… portem-se bem 🎄 porque eu nunca me porto bem! 😉😀😃