Hoje é daqueles dias em que o vento nos traz o passado, asaudade, a dúvida do que poderá ser, (se for) a culpa por ter errado, o medo,esse grande fantasma, que nos assombra e que nos rouba toda a confiança, algoque já é difícil de manter firme em tempos de catástrofes emocionais…como seriase… nunca saberei. Por vezes, antes de adormecer, os pensamentos me atormentame sinto-me presa, sufocada. É como se sentisse que nunca mais me vou levantar eseguir… sinto que tenho o corpo acorrentado. Pergunto-me inúmeras vezes se vousair daqui, se isto vai melhorar, se voltarei, se vencerei, se… se… se…
Ó meu Deus quem fui eu e o que sou? Nada de respostas,nem as minhas nem as Dele.
Vocês já se sentiram à beira do abismo, que não pertencemao lugar onde se encontram? Eu já. Todos os dias desde há anos para cá. Oarrependimento não mata (antes matasse) mas relembra-te todos os dias dos teuserros como se estivesse a fazer troça de ti. Sempre que tu descansas, lá estáele a lembrar-te que erraste…
- ‘’ vai-te embora!’’ – ordeno-lhe.
Mas ele continua aqui a martelar-me dentro da cabeça. Sefosse só isso…, mas não é. Sempre que tomo forças para espreitar a vida, lá me caiuma pedra em cima e haja forças para tira-la outra vez, e outra vez, e outravez…
Diz-se que Deus não nos dá mais do que possamos suportar, mas já não está bom? Alivia um pouco, sim?
Eis a minha questão: Se nos sentimos tão mal com o nossopresente, onde nos encontramos, porquê que não voltamos ao ponto de partida,porquê que Deus nos segura?
Eu penso que a nossa vontade não é mais nem menos do que a vontadede Deus plantada por Ele no nosso coração.
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